13 de outubro de 2017, 07:11

INTERIOR DA BAHIAEx-vereador em Jussiape é preso em SP acusado de estupro a 14 mulheres

Foto: Polícia Civil SP

Adson Muniz Santos, de 35 anos, foi reconhecido também por 14 novas vítimas que procuraram a polícia

Um homem identificado pela Polícia Civil de São Paulo como tendo sido ex-vereador em Jussiape, interior da Bahia, foi preso na última quarta-feira na capital paulista, acusado de ter se passado por um policial federal para sequestrar e estuprar uma mulher na região dos Jardins. Adson Muniz Santos, de 35 anos, foi reconhecido também por 14 novas vítimas que procuraram a polícia para informar que foram atacadas por ele depois de o terem reconhecido com a divulgação de suas imagens. Santos foi preso na tarde de quarta-feira, 11, nas proximidades do estádio do Pacaembu e a polícia suspeita que ele se preparava para cometer outro crime, pois estava com simulacro de arma e com o distintivo falso da Receita Federal. Ele se encontra no 77º DP (Santa Cecília). Segundo a Polícia Civil, mulheres de outros Estados ligaram para a 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) informando terem sido estupradas por Adson. O acusado é filiado ao Partido Republicano Brasileiro (PRB) e, além de ter sido vereador no interior da Bahia, a partir de 2013, com 361 votos, foi candidato a deputado estadual em 2010, embora, segundo texto publicado em site do partido na Bahia, não tenha conseguido seguir na disputa por ter sofrido um acidente de trânsito. Nas redes sociais, como Instagram e Facebook, o político ostenta fotos em carro de luxo, posa ao lado de famosos, como Ronaldinho Gaúcho, e exibe imagens com políticos de seu partido, como o deputado federal Celso Russomano e o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivela. Além do caso de sexta, existem ao menos outros dois boletins de ocorrência contra ele. Dois deles foram registrados no 78º DP, nos Jardins, zona sul da capital. O primeiro, por estelionato, mostra que ele enganou uma mulher de 50 anos e teria prometido ajudá-la a resolver um problema em sua empresa. Levou R$ 20 mil no golpe. Em outro caso, o criminoso se passou por um produtor de mídia e abordou a vítima no aeroporto de Congonhas no dia 2 de outubro. Ele prometeu a ela que poderia levá-la a um programa de TV e marcou um encontro em um hotel. No local, apontou uma arma de brinquedo e a estuprou. Com informações do Estadão.

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