12 de setembro de 2017, 18:37

SALVADOR‘Caso Geddel’ domina discussões na Câmara de Salvador

Foto: Divulgação

Vereador Hilton Coelho (PSOL) lembrou que Geddel foi peça chave para vitória do ex-governador Jaques Wagner

Os R$ 51 milhões encontrados pela Polícia Federal, na semana passada, em um apartamento no bairro da Graça, e atribuídos ao ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) dominaram os debates da sessão desta terça-feira (12), na Câmara Municipal de Salvador. Para a vereadora Aladilce Souza (PCdoB), Geddel está fazendo a Bahia passar vergonha nacionalmente. “Temos que repudiar veementemente atitudes como essa, porque acabam desqualificando e criminalizando a política”. Para o líder do governo na Câmara Municipal, vereador Henrique Carballal (PV), a bancada de oposição parece sofrer de amnésia. “Ele foi ministro do governo Lula e vice-presidente jurídico da Caixa no governo Dilma ou será que estão esquecidos?”, questionou Carballal. O vereador Carlos Muniz (Podemos) salientou a influência do ex-ministro Geddel na atual administração municipal. “O ex-coordenador da Defesa Civil, Gustavo Ferraz, preso também pela Polícia Federal, foi indicação de Geddel. O secretário de obras de Salvador também foi indicação do ex-ministro, assim como o secretário Fábio Mota”, afirmou o vereador, ao salientar que “não tenho dúvidas de que esses R$ 51 milhões eram dinheiro para campanha do Palácio Tomé de Souza”. O líder da oposição, vereador José Trindade foi mais duro em suas críticas, ao afirmar que o ex-ministro Geddel faz parte “dessa organização criminosa que está do outro lado da rua”. Para o vereador Hilton Coelho (PSOL), essa discussão é salutar, “até porque, fora o PSOL, até agora, nenhum partido tinha se pronunciado a respeito desse assunto aqui na Casa”. O vereador ainda salientou que “é preciso ter compromisso com a História. Geddel foi peça chave para vitória do ex-governador Jaques Wagner”. Na avaliação do vereador Orlando Palhinha, falta coerência para quem está execrando Geddel. “Ele foi fundamental para o PT chegar ao poder. Ontem ele era ‘companheiro’, hoje ele não vale mais nada para essas mesmas pessoas”.

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