29 de agosto de 2017, 15:27

EXCLUSIVAInferno na torre da Federação das Indústrias da Bahia

Foto: Divulgação/Arquivo

A briga só aumenta na Fieb

O vice-presidente Mário Pithon, enfim, foi reintegrado à direção da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), por determinação do desembargado Emílio Resedá, do Tribunal de Justiça da Bahia. Na última quinta-feira (24), em reunião do Conselho da entidade, já com a participação de Pithon, o presidente Ricardo Alban foi alvo de diversas críticas à maneira como procedeu na discutível reforma do estatuto e na condução do atual processo eleitoral, antecipado em seis meses.

O novo estatuto, de acordo com Pithon, teria sido alterado de forma a concentrar ainda mais poder nas mãos do presidente da Fieb, contrariando completamente o espírito democrático da chapa eleita sob a liderança do presidente Carlos Gilberto Farias, falecido logo depois da posse, e sucedido por Alban. “A ideia era fortalecer o colegiado, mas o atual presidente conduziu arbitrariamente o processo de mudança do estatuto de forma a torná-lo ainda mais poderoso”.

Na avaliação do vice-presidente, Ricardo Alban teria atropelado a decisão de diretoria, de março de 2016, que suspendera as mudanças do estatuto. Por conta própria, posteriormente, Alban teria promovido alterações conforme sua conveniência nas regras da entidade, principalmente quanto ao processo eleitoral, que passou a permitir a formação de chapa com mais de 50% dos votantes. Para Mário Pithon, a Fieb sofreu um golpe, a exemplo do que ocorre atualmente na Venezuela.

O vice-presidente reintegrado aponta a reforma eleitoral, promovida por Ricardo Alban, como fator que estaria impedindo a formação de chapas de oposição para a disputa da entidade. “A situação é tão vergonhosa e sem limites, que a chapa que está sendo formada pelo atual presidente para a sua reeleição é composta por mais da metade dos representantes sindicais com direito a voto, o que dá a vitória a ele sem a abertura das urnas”, informa Pithon.

As polêmicas ações de Ricardo Alban à frente da Fieb indignam outros setores da federação. O conselheiro Paulo Cintra o acusa de ditador e também condena a contradição do atual presidente em querer ser reeleito, quando defende o fim da reeleição na política partidária, posição aprovada por ele na Confederação Nacional das Indústrias (CNI). O 1º vice-presidente Carlos Gantois, por sua vez, assinala que Alban estaria apequenando a entidade com comportamentos dessa natureza. Já o presidente do Cieb, Reginaldo Rossi, pede mais respeito à oposição, que estaria sendo espezinhada na Casa.

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