17 de julho de 2017, 18:29

BRASILGrupo UTC, com dívida de R$ 3,4 bi, pede recuperação judicial

Foto: Reprodução Globo News

A UTC Engenharia está entre as empresas do grupo envolvidas no pedido

A UTC Participações entrou com pedido de recuperação judicial nesta segunda-feira, 17, distribuído à 2.ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais – Fórum Central Civil de São Paulo. Com a medida, a companhia espera repactuar suas dívidas com os credores e reestruturar suas operações para dar continuidade às atividades empresariais do Grupo UTC, “cumprindo com as suas obrigações junto aos funcionários, parceiros e fornecedores”. A UTC fez parte do cartel de empreiteiras que se apossaram de contratos bilionários da Petrobras entre 2004 e 2014 e distribuíram propinas a ex-dirigentes da estatal petrolífera e a políticos. A recuperação, segundo informações da Assessoria de Imprensa da UTC, permitirá o cumprimento das obrigações previstas no Acordo de Leniência com o Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União (CGU) e a Advocacia Geral da União (AGU), no último dia 10, o primeiro a ser celebrado pela CGU e a AGU em decorrência da Operação Lava Jato. O pedido de recuperação engloba 14 empresas do Grupo UTC – UTC Participações S.A.; UTC Engenharia S.A.; Constran S.A. Construções e Comércio; UTC Investimentos S.A.; Niterói Reparos Navais Ltda; MAPE S.A. Construções e Comércio; UTC Desenvolvimento Imobiliário S.A.; Norteoleum Exploração e Produção S.A.; Complexo Logístico, Industrial, Alfandegário Ltda; Patrimonial Volga S.A.; Iguatemi Energia S.A.; Cobrazil S.A.; Transmix Engenharia, Indústria e Comércio S.A.; e Cobrena Cia. de Reparos Marítimos e Terrestres Ltda. Ao todo, a dívida que será negociada é de R$ 3,4 bilhões. O escritório Leite, Tosto e Barros Advogados e a Starboard Restructuring Partners lideram o processo de recuperação judicial. Segundo a Assessoria da UTC, a decisão do Grupo de recorrer à recuperação judicial se deve à forte crise financeira enfrentada desde 2014, inicialmente por causa da grave recessão que assolou o País a partir desse período, resultando na queda da receita de contratos vigentes, decorrentes do contingenciamento de verbas de obras públicas contratadas e o impedimento de obtenção de novos negócios, por exemplo, com a Petrobras.

Estadão Conteúdo

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