18 de maio de 2017, 20:07

BRASILPrimeiro na linha sucessória, Maia é alinhado sobre reformas

O primeiro nome na linha sucessória presidencial tem se mostrado um aliado fiel à agenda econômica de Michel Temer. Recentemente, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, defendeu várias vezes temas como a reforma previdenciária e trabalhista. Esse discurso é alinhado ao pensamento de dois dos principais nomes da equipe econômica: Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, e Dyogo Oliveira, do Planejamento. Sobre o juro, porém, o deputado parece um pouco mais ousado. Já declarou “ter certeza” que há espaço para o corte mais agressivo da taxa Selic e que “não dá” para ter juro real de 9%.As demonstrações de alinhamento à agenda econômica de Temer e Meirelles se repetiram ao longo dos últimos meses. Nesses discursos, o presidente da Câmara reafirma o apoio às reformas e reforça o compromisso de trabalhar pela aprovação dos projetos na Casa. Uma dessas demonstrações aconteceu na semana passada, durante a cerimônia para comemorar um ano de governo Temer. Em evento com a presença de todo o primeiro escalão e transmitido ao vivo pela rede de televisão oficial, Maia elogiou as propostas ao afirmar que o governo “não foi pelo caminho fácil”. “Poderíamos ter feito (o ajuste das contas públicas) pelo caminho fácil do aumento de imposto, mas resolvemos enfrentar o desafio”, disse.Maia, que chegou cursar Economia, embora não tenha concluído a graduação, defende as reformas estruturais para organizar as contas públicas e melhorar o ambiente de negócios. “O que nós precisamos e estamos tentando implementar é reorganizar as contas públicas, fazer um ajuste na Previdência”, disse em recente evento com prefeitos. Sobre a reforma trabalhista, o presidente da Câmara diz que a mudança gerará uma “revolução para o País”.Até mesmo a intenção de reforma tributária conta com o apoio do deputado da bancada fluminense, que nasceu em 1970, no Chile, durante exílio do pai, o ex-prefeito do Rio e ex-deputado Cesar Maia. Durante evento em Foz do Iguaçu, em abril, Rodrigo Maia defendeu que o Congresso deve enfrentar a agenda “tensa e difícil” com aprovação da reforma trabalhista e previdenciária até o fim do semestre e avanço da tributária na segunda metade do ano.

Estadão Conteúdo

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