13 de maio de 2017, 10:17

EXCLUSIVADe nada adianta a Dilma Rousseff xingar Mônica Moura agora

Foto: Estadão Conteúdo

João Santana, marido de Mônica, num dos muitos momentos felizes com Dilma Rousseff

Não é estranho nem inesperado que a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) tenha xingado a publicitária Mônica Moura ao ver os vídeos de sua delação que a colocam no centro da Lava Jato. Pelo que sabe – e muito mais ainda se saberá -, é o comportamento típico da petista quando se sente acuada.

Mas não adianta nada agora atacar a mulher de João Santana, marqueteiro de suas duas campanhas. Chamá-la de cínica, entre outros adjetivos, não vai trazer paz a Dilma. O relato que Mônica faz sobre seu relacionamento com a ex-presidente é absolutamente verossímil.

O email para uso conjunto criado para informar sobre o andamento da Lava Jato é um primor do temor que ambas compartilhavam na intimidade. Para piorar a situação da ex-presidente, Mônica ainda registrou em cartório a mensagem mais grave.

Foi por meio de comunicado cifrado que Dilma teria, segundo o relato de Mônica, avisado a ela que havia um mandado de prisão expedido contra o casal. Por esta razão, os publicitários desembarcaram no Brasil para serem presos sem celulares ou qualquer dispositivo móvel.

Segundo a mulher de João Santana, quem informava a Dilma sobre o andamento da Lava Jato era o seu ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Bingo! Cardozo foi quem defendeu Dilma no processo de impeachment. Agora, não há mais quem a defenda, restando-lhe as acusações que começou a fazer, a exemplo de Lula, contra aqueles com quem tinha laços nada republicamos e dos quais se separaram pelas prisões ordenadas pelo juiz Sérgio Moro. Um vexame!

Mônica contou também o que todos já sabiam, a imprensa relatava na época, mas Dilma e Lula, como é de praxe, sempre negaram. Dilma impediu Lula de se candidatar em 2014. Lula fez de Dilma sua sucessora como forma de tapar um buraco exigido pela lei para voltar quatro anos depois. Mas Dilma se sentia forte, disse Mônica.

A então presidente chava-se poderosa, popular, indestrutível. Mais um sinal de seu parco discernimento. Por isso, não via motivo para ceder o lugar a Lula. Enfrentou o criador, concorreu, ganhou com o seu apoio e se esborrachou. Mas a queda, iniciada com o impeachment, não acabou.

O relato de Mônica, segundo advogados com acesso a Curitiba comentam, é só a entrada.

Comentários