25 de maio de 2017 | 20:50

Ato da Dança na UFBA debate crise e defende eleições diretas no Brasil

bahia

Um ato em favor de políticas públicas para o fortalecimento da Dança, proposto pelo deputado Marcelino Galo (PT), defendeu, nesta quinta-feira (25), no Teatro Experimental da Escola de Dança da UFBA, a realização de eleições diretas como forma do Brasil superar a crise política e institucional que atravessa e de retomar a normalidade democrática e o desenvolvimento nacional. O evento “Dança, Crise, Desmonte e Caminhos” reuniu artistas, estudantes, professores e profissionais da linguagem artística, como o presidente da Cooperativa de Dança de São Paulo, Sandro Borelli, da Diretora da Escola de Dança, Dulce Aquino, do Fórum Nacional de Dança, com Marise Siqueira, e Matias Santiago, entre outros. Para Galo, a “agenda ultraliberal” que se estabeleceu no Brasil a partir do “golpe parlamentar” apresenta desde o início um conjunto de retrocessos, com retiradas de direitos e conquistas históricas, que visam “tão somente garantir o lucro do capital financeiro especulador” em detrimento do fortalecimento do desenvolvimento do país com investimentos em cultura, educação, saúde, segurança, infraestrutura e outros setores estratégicos como a agricultura familiar e o energético. “O golpe parlamentar teve esse objetivo, de retirar direitos e conquistas históricas do povo brasileiro e pôr fim a investimentos essenciais para nosso desenvolvimento. Como não conseguiriam estabelecer essa agenda ultraliberal pela via democrática, pelo voto popular, deram o golpe. É fundamental compreendermos isso, porque os reflexos estão aí em nossa vida cotidiana. O problema é que o golpe não resolveu a crise política, como eles esperavam, e agravou a crise institucional. Então, a saída passa pela convocação de eleições gerais e de uma constituinte exclusiva que promova uma reforma política séria, porque o sistema, com o financiamento privado, a interferência do poder econômico, mostra-se falido, como sempre alertamos”, enfatizou. “Arte e cultura, por outro lado, precisam ser encarados como prioridade, como fundamentais no processo civilizatório, mas essa elite política que está aí não tem essa compreensão. Por isso é fundamental a organização, a luta, com muito engajamento dos artistas e também conscientização popular”, ressaltou Galo.

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