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Ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa 26 de janeiro de 2015 | 08:20

Jutiça suspende processo contra parentes de Costa

brasil

A Justiça Federal no Paraná suspendeu por 60 dias a ação penal contra a mulher, as filhas e dois genros do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava Jato sob acusação de envolvimento no esquema de desvios de dinheiro da estatal para pagamento de propina a políticos. A medida atende a um pedido feito pelo Ministério Público Federal, que alegou que os acordos de delação com cada um dos familiares do ex-executivo ainda não foram homologados pela Justiça. A colaboração dos parentes do ex-diretor fazia parte de uma das cláusulas do acordo de delação premiada fechado entre Costa e o Ministério Público. Seus parentes aguardam a homologação dos acordos em liberdade. Os familiares do ex-diretor são acusados de terem tentado destruir provas no dia em que Costa foi preso, no ano passado. Atualmente, o ex-diretor da Petrobrás cumpre prisão domiciliar em um condomínio de luxo no Rio de Janeiro. Além disso, quebras de sigilo incorporadas aos processos da Operação Lava Jato apontaram que Costa e sua família movimentaram R$ 89 milhões em suas contas bancárias. As movimentações financeiras datavam de 2004, quando Costa já tinha assumido a diretoria de Abastecimento da Petrobrás. A Polícia Federal identificou nas contas de Costa vários depósitos da Petrobrás, um deles no valor de R$ 220 mil. A estatal nunca informou por qual motivo repassou o dinheiro ao ex-diretor de Abastecimento. As quebras de sigilo apontavam também que Costa repassava os maiores valores para contas próprias ou de seus familiares – algumas transferências foram feitas para a conta de sua mulher, Marici da Silva Azevedo.

Agência Estado
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