18 de julho de 2013, 11:17

BAHIARui Costa: – Amizade sozinha não é suficiente para suceder Wagner

Foto: Emerson Nunes - Arquivo / Política Livre

Rui Costa, chefe da Casa Civil

O secretário Rui Costa (PT), chefe da Casa Civil da Bahia vai fazer o possível para ser o escolhido como candidato a sucessão do governador em 2014. Em entrevista à rádio CBN Salvador, na manhã desta quinta-feira, afirmou que não se considera o candidato preferido de Jaques Wagner, como é apontado pela imprensa e por políticos da base e da oposição. “A sucessão depende muito de tudo que nós conseguirmos materializar em 2014. As pessoas sempre citam a amizade que eu tenho com o governador há mais de 30 anos. Eu cultivo essa amizade, mas amizade sozinha não é suficiente para liderar um projeto de suceder o governador. É preciso mais o que isso, mas vamos fazer o possível para viabilizar e seria uma honra muito grande, mas vamos deixar o tempo passar… Temos uma liderança que é o governador Jaques Wagner e este é o melhor governo que a Bahia já teve em muitas décadas. É um governo que merece ser reconhecido pelo povo da Bahia”.

Costa declarou, que para se viabilizar como candidato precisa concretizar projetos que estão em andamento, como a conclusão da primeira etapa do metrô e o pacote de obras estruturantes para dar mais mobilidade na capital e garantiu trabalhar com datas para inaugurar o Complexo Viário do Imbuí, a duplicação da Avenida Pinto de Aguiar e as alças de acesso da Avenida Luís Eduardo Magalhães e BR 324 em 2014, algumas delas já no primeiro semestre. “Eu estou me expondo publicamente e falando em projeto. Teremos inauguração dos viadutos e da Pinto de Aguiar no ano que vem”. O petista criticou a burocracia e os órgãos de controle pelo atraso em algumas das obras consideradas importantes na Bahia “às vezes ultrapassam o bom senso” e afirmou que as autoridades políticas precisam pensar a médio e longo prazo ao planejar e executar obras. “Não podemos ficar com a nossa cabeça limitadas a quem é o governador de plantão. Nós, como pessoas públicas, precisamos pensar para além do nosso governo. Esse é o problema do nosso país. Ao invés de pensar em uma corrida de cavalo a longo prazo os políticos ficam disputando rodeio e contando quantos segundos ficam em cima do boi”, criticou.

Emerson Nunes

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