10 de dezembro de 2008, 09:17

EXCLUSIVO: Reforma exclui Kátia Carmelo, inclui PR, derruba um do PP e consolida “time que ganha”

O projeto de reforma administrativa apresentado ontem pelo prefeito João Henrique (PMDB), primeiro ao secretariado e depois à imprensa, com fusões e mudanças que resultarão na redução de 17 para 11 secretarias, aponta na consolidação de alguns nomes da atual equipe e na dispensa de outros considerados até agora fortes.

Uma das quedas tidas como certas na nova configuração que a administração assumirá é a da atual secretária municipal de Planejamento, Kátia Carmelo, cujas funções serão incorporadas por uma nova pasta com a atribuição de também gerenciar o governo.

Carmelo adquiriu poder extremo por ocasião da aprovação do polêmico PDDU (Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano), incomodando imensamente setores da administração, que procuravam uma forma natural para promover sua dispensa, o que pode estar sendo proporcionado pela reforma.

Outro nome que não deve se sustentar é o do secretário de Emprego e Renda, Adolfo Gonçalves, indicado pelo PP, que deve manter, entretanto, um quadro na administração, provavelmente o titular de Habitação, Antonio Abreu. Se o PP perde uma pasta, o PR, do senador César Borges, deve ser aquinhoado com um posto no primeiro escalão.

Trata-se de uma retribuição ao apoio do partido à reeleição de João Henrique no segundo turno das eleições. Curioso é que o PR é aliado de primeira hora do DEM, que não deve, entretanto, indicar secretário, mas fazer pelo menos um nome no segundo escalão do governo.

Dentro da linha de que não se mexe em time que está ganhando, devem permanecer (se quiserem, como diz o prefeito) Fábio Mota (Serviços Públicos), André Curvello (Comunicação), Almir Melo (Transportes), Pedro Dantas (Casa Civil), José Carlos Brito (Saúde) e Oscimar Torres (Administração).

Torres, diga-se de passagem, é uma indicação do senador João Durval (PDT) que conquistou a simpatia do PMDB, partido do prefeito.

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